Feliz Natal 2015!

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Rescued Baby Hummingbird


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Pan Romanze by Edward Simoni

Essa música Pan Romanze tem o poder de me fazer sentir em expansão, me harmonizando a cada nota. Ela cresce - e a sensação é de crescer junto - pr´algum lugar onde reina a paz. 



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Unchained Melody em Flauta Pan - Cesar Espinoza from Equador




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AMO A FLAUTA PAN , A AVE MARIA DE GOUNOD E A ARTE DE DANIELA DE SANTOS





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o som de uma gargalhada é um sintoma de liberdade




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As Quatro Leis da Espiritualidade na Índia




As Quatro Leis da Espiritualidade na ÍndiaMúsica: Jornada da Alma - Marcus VianaEdição de vídeo: Sol Maktub
Posted by Belas Imagens on Domingo, 1 de fevereiro de 2015

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Para ouvir e colorir: Chico Buarque canta Valsinha


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Para ouvir e colorir: Chico Buarque canta João e Maria


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As mulheres de sessenta atualmente foram cantadas por Santiago Gamboa em "As mulheres da minha geração"














As mulheres da minha geração
por Santiago Gamboa

Tradução livre de Luiz Augusto Michelazzo  

Texto em português revisto por Sonia Regina




As mulheres da minha geração são as melhores. E ponto. Hoje têm quarenta e picos, inclusive cinquenta e picos, e são belas, muito belas, porém também serenas, compreensivas, sensatas e, sobretudo, diabolicamente sedutoras, isto apesar dos seus incipientes pés-de-galinha ou dessa afetuosa celulite que capitaneia suas coxas, mas que as faz tão humanas, tão reais. Formosamente reais.
Quase todas, hoje, estão casadas ou divorciadas, ou divorciadas e recasadas, com a intenção de não se equivocar no segundo intento, que às vezes é um modo de acercar-se do terceiro, e do quarto intento. Que importa. Outras, ainda que poucas, mantêm um pertinaz celibatarismo e o protegem como a uma fortaleza sitiada que, de qualquer modo, de vez em quando abre suas portas a algum visitante.
Que belas são, por Deus, as mulheres da minha geração! Nascidas sob a era de Aquário, com a influência da música dos Beatles, de Bob Dylan. Herdeiras da “revolução sexual” da década de 60 e das correntes feministas que, entretanto, receberam passadas por vários filtros, elas souberam combinar liberdade com coqueteria, emancipação com paixão, reivindicação com sedução.
Jamais viram no homem um inimigo apesar de que lhe cantaram umas quantas verdades, pois compreenderam que se emancipar era algo mais que colocar o homem para esfregar o banheiro ou trocar o rolo de papel higiênico quando este, tragicamente, se acaba, e decidiram pactuar para viver em dupla, essa forma de convivência que tanto se critica porém que, com o tempo, resulta ser a única possível, ou a melhor, ao menos neste mundo e nesta vida.
São maravilhosas e têm estilo, mesmo quando nos fazem sofrer, quando nos enganam ou nos deixam. Usaram saias indianas aos 18 anos, cobriram-se com suéteres de lã e perderam sua parecença com Maria, a Virgem, em uma noite louca de sexta-feira ou de sábado, depois de dançar.
Vestiram-se de luto pela morte de Julio Cortázar, falaram com paixão de política e quiseram mudar o mundo, beberam rum cubano e aprenderam de cor canções de Silvio e de Pablo, adoravam a liberdade, algo que hoje inculcam em seus filhos, o que nos faz prever tempos melhores, e, sobretudo, juraram amar-nos por toda a vida, algo que sem dúvida fizeram e que hoje continuam fazendo na sua formosa e sedutora madurez.
Souberam ser, apesar da sua beleza, rainhas bem educadas, pouco caprichosas ou egoístas; deusas com sangue humano. O tipo de mulher que, quando lhe abrem a porta do carro para que suba, se inclinam sobre o assento e, por sua vez, abrem a do seu acompanhante por dentro.
A que recebe um amigo que sofre às quatro da manhã, ainda que seja seu ex-noivo, porque são maravilhosas e têm estilo, ainda quando nos fazem sofrer, quando nos enganam ou nos deixam, pois seu sangue não é gelado o suficiente para não nos escutarem nessa necessária e salvadora e última noite, na qual estão dispostas a servir-nos o oitavo uísque e a colocarem, pela sexta vez, aquela melodia do Santana.
Por isso, para os que nascemos entre as décadas de 40, 50 e 60, o dia da mulher é, na verdade, todos os dias do ano, cada um dos dias com suas noites e seus amanheceres, que são mais belos, como diz o bolero, quando você está. Que belas são, por Deus, as mulheres da minha geração!


Texto Original
Las mujeres de mi generación
Santiago Gamboa

Las mujeres de mi generación son las mejores. Y punto. Hoy tienen cuarenta y pico, incluso cincuenta y pico, y son bellas, muy bellas, pero también serenas, comprensivas, sensatas, y sobre todo, endiabladamente seductoras, esto a pesar de sus incipientes patas de gallo o de esa afectuosa celulitis que capitanea sus muslos, pero que las hace tan humanas, tan reales. Hermosamente reales.
Casi todas hoy, están casadas o divorciadas, o divorciadas y vueltas a casar, con la idea de no equivocarse en el segundo intento, que a veces es un modo de acercarse al tercero, y al cuarto intento. Qué importa. Otras, aunque pocas, mantienen una pertinaz soltería y la protegen como una ciudad sitiada que, de cualquier modo, cada tanto abre sus puertas a algún visitante.
¡Qué bellas son, por Dios, las mujeres de mi generación! Nacidas bajo la era de Acuario, con el influjo de la música de Los Beatles, de Bob Dylan. Herederas de la "revolución sexual" de la década del 60 y de las corrientes feministas que, sin embargo recibieron pasadas por varios filtros, ellas supieron combinar libertad con coquetería, emancipación con pasión, reivindicación con seducción.
Jamás vieron en el hombre a un enemigo a pesar de que le cantaron unas cuantas verdades, pues comprendieron que emanciparse era algo más que poner al hombre a trapear el baño o a cambiar el rollo de papel higiénico cuando este, trágicamente, se acaba, y decidieron pactar para vivir en pareja, esa forma de convivencia que tanto se critica pero que, con el tiempo, resulta ser la única posible, o la mejor, al menos en este mundo y en esta vida.
Son maravillosas y tienen estilo, aún cuando nos hacen sufrir, cuando nos engañan o nos dejan. Usaron faldas hindúes a los 18 años, se cubrieron con suéteres de lana y perdieron su parecido con María, la Virgen, en una noche loca de viernes o de sábado después de bailar.
Se vistieron de luto por la muerte de Julio Cortázar, hablaron con pasión de política y quisieron cambiar el mundo, bebieron ron cubano y aprendieron de memoria las canciones de Silvio y de Pablo, adoraban la libertad, algo que hoy le inculcan a sus hijos, lo que nos hace prever tiempos mejores, y, sobre todo, juraron amarnos para toda la vida, algo que sin duda hicieron y que hoy siguen haciendo en su hermosa y seductora madurez.
Supieron ser, a pesar de su belleza, reinas bien educadas, poco caprichosas o egoístas; Diosas con sangre humana. El tipo de mujer que, cuando le abren la puerta del carro para que suba, se inclina sobre la silla y, a su vez, abre la de su pareja desde adentro.
La que recibe a un amigo que sufre a las cuatro de la mañana, aunque sea su ex novio, porque son maravillosas y tienen estilo, aún cuando nos hacen sufrir, cuando nos engañan o nos dejan, pues su sangre no es tan helada como para no escucharnos en esa necesaria y salvadora última noche en la que están dispuestas a servirnos el octavo whisky y a poner, por sexta vez, esa melodía de Santana.
Por eso, para los que nacimos entre las décadas del 40, 50 y 60, el día de la mujer es, en realidad, todos los días del año, cada uno de los días con sus noches y sus amaneceres, que son más bellos, como dice el bolero, cuando estás tú. Qué bellas son, por Dios, las mujeres de mi generación!


_____________________________________________________
As mulheres da minha geração
Autor: Santiago Gamboa
Tradução livre de Luiz Augusto Michelazzo

Texto em português revisto e adaptado (cortados os acréscimos) por Sonia Regina para estar de acordo com o original “Las mujeres de mi generación”

Fonte: artigo “Mujeres”, diez años después, escrito por Santiago Gamboa e publicado em 29.2.2012 no site prodavinci.com


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Da antiutopia do capital à utopia do social: para seguir reconstruindo um país - Sonia Regina

Este título é uma adaptação de frase de Silvio Tendler no filme Privatizações: a Distopia do Capital (2014). Revi esse filme agora, aos poucos, de maneira que pudesse redigir e divulgar algumas falas e os nomes dos entrevistados.

É esse meu jeito de ser - compartilhar o conhecimento de maneira que cada um seja autônomo  na construção de suas idéias e na reflexão política- que me faz escrever este texto.

Fiz muitas leituras em jornais e blogs durante estes meses e me impressionou o depoimento de Jean Wyllys, deputado federal do PSOL reeleito pelo Rio de Janeiro, no evento chamado "levante das Cores",  no dia 11/10 em São Paulo. Não sou filiada ao PSOL ou PT ou partido algum, não sou ativista social, mas as metáforas que Wyllys usou, ao falar de si, me calaram fundo: - "não dá pra ficar em cima do muro", não dá para lavar as mãos como Pilatos". 

Vivemos todos os brasileiros um momento de escolha muito sério e grave, e não quero me omitir. Seja com poesia ou prosa, a minha palavra não deixará de ser dita. Os que me conhecem sabem que sou assim. Assim fui professora e psicóloga, assim sou poeta e escritora. Cidadã, antes de tudo.

Diz Eugênio Evtuchenko, na  página 8 de seu livro Autobiografia Precoce:

Diante de um espelho, que os homens digam, não quantas vezes mentiram, mas simplesmente, quantas vezes preferiram o conforto do silêncio. 

Sei que eles têm um álibi, com certeza, inventado por seus similares: o silêncio é de ouro. A eles eu responderia: essa espécie de ouro não é pura. Esse silêncio é falso.

Isso é válido para todos os mortais, mas cem vezes mais ainda para os poetas, que devem expressar uma verdade concreta. Quando se começa por silenciar a sua própria verdade, acaba-se por silenciar sobre as verdades, sofrimentos e infelicidades dos outros.

Estarmos presentes, ainda que só com o nosso dizer poético, é um passo que pode ser dado para que celebremos, com amor, o mistério da vida. É deixar que nossos silêncios internos se manifestem na ação e sejam  uma expressão política,  através - ou não - da arte. 

Tenho n motivos para não votar em Aécio. Para além das críticas ao atual governo está meu conhecimento de que não podemos regredir para um projeto de nação com fundamento na ideologia neoliberal. O filme de Silvio Tendler a explica bem. Vejam-no, tem menos de uma hora.

"Precisamos de um projeto de nação. Não capitalista, mas dirigido pela burguesia no sentido de organizar a economia para atender às necessidades da população".

"No neoliberalismo há um esvaziamento da política e da democracia passando a refletir os interesses do capital, capital financeiro, que leva ao enfraquecimento financeiro e material do Estado". "Há redefinição do papel do Estado e perda  de elementos fundamentais da soberania nacional".

Quero para o Brasil um projeto de nação que não nos traga a flexibilização da soberania nem a obstrução na efetivação de diversos direitos sociais. Essas são consequências que a globalização econômica e a  ideologia neoliberal causam nos Estados-Nação. 

Não creio nas teses que apontam para o fim dos Estados-Nação. Essas teses põem em risco a concretização de um dos principais objetivos inerentes ao Estado Democrático de Direito,qual seja, a redução das desigualdades sociais.

Creio que:

"O que deve ser ensinado em um país é problema de deliberação e construção coletiva, pública";

"O Estado é problema do país e é desconstruído no processo de privatização";

"A empresa estatal olha vários outros aspectos que não cabe à empresa privada olhar, tem interesses cuidados...";

"O sistema financeiro deve estar sob controle público, dos bancos públicos - em nosso caso o Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES." "A Islandia,  para sair da crise,  já reestatizou seus bancos" . Isso foi em 2012. Pode ser lido em vários jornais, é só procurar "referendum islandes" ;

"O passe livre é possível, é um dado de uma utopia importante" nos transportes públicos.

Verifico que:

"A energia eletrica privatizada saiu mais cara e menos eficiente. A privatização gerou apagões e preços mais elevados";

O "capital financeiro especulativo criou títulos de crédito de carbono vendidos na Europa. Isso já foi feito aqui, em áreas indígenas do Acre".

Todas as citações estão no filme, são de alguns dos entrevistados. Também há, no filme Privatizações: a Distopia do Capital (2014), de Silvio Tendler, citações de Milton Santos: Geógrafo falecido em 2001, Professor-Doutor da UFRJ e USP. Escreveu Por uma geografia nova, traduzido para vários idiomas em diversos países, que preconiza uma geografia voltada para as questões sociais. Em 1994 recebeu o prêmio Vautrin Lud, considerado o Prêmio Nobel da Geografia. 

Os entrevistados são: 

Carlos Vainer - professor titular do IPPUR/UFRJ;

Carlos Lessa - professor da UFRJ;

Eduardo Fagnani - Professor do Instituto de Economia da Unicamp;

Ermínia Maricato - professora titular da USP;

Samuel Pinheiro Guimarães - embaixador;

Marcio Pochmann - professor da unicamp;

Paulo Vivacqua - presidente da Academia Nacional de Engenharia;

Luiz Pinguelli Rosa - professor da COPPE/UFRJ;

Guilherme Estrella - geólogo aposentado da Petrobrás;

Marcos Dantas - Professor titular da Escola de Comunicação da UFRJ;

Maria Inês Dolci - Coordenadora Institucional Proteste - Associação de Consumidores;

Ladislau Dowbor - economista e professor da PUC/SP;

Maria Inês Souza Bravo - Professora da FSS-UERJ e integrante da Frente Nacional contra a privatização da Saúde;

Gaudencio Frigotto - educador e professor da PPFH/UERJ;

Pablo Gentili - Professor da UERJ e Coordenador do LPP;

João Pedro Stédile - João Pedro Stedile é um economista e ativista social brasileiro. É graduado em economia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, e pós-graduado pela Universidade Nacional Autônoma do México. É membro da coordenação nacional do MST e da Via Campesina Internacional;

Henri Acselrad - Professor do IPPUR/UFRJ e Pesquisador do CNPQ;

Vagner Freitas - presidente da CUT.

Bem, sugiro que vejam o filme, façam suas reflexões políticas, tirem suas conclusões. Está abaixo. Incorporei-o aqui a partir do endereço original http://www.youtube.com/watch?v=A8As8mFaRGU , do Caliban Cinema e Conteúdo - Canal Oficial de divulgação da filmografia de Silvio Tendler. 

Parafraseando Silvio Tendler, "este é o momento". Para mim, de votar na Dilma.








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chamamento II



convoco-te à minha toca.
é uma reserva nutritiva
onde reinvento a poesia
e o amor.
aqui pratico deambulações
e metamorfoses,
produzo sentidos

as águas ainda me traduzem

aguardo a louvação dos anjos
como quem pressente mundo novo
e montanha inédita


sonia regina
130514


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O Poema (inédito) - Sonia Regina

O Poema

A noite aparece, pouco densa,
oferenda fabulosa e pura.
Escrevo, apenas.
Os dedos brilham ao som
das teclas tornadas letras,
signos ainda não desbravados.
Construo e inauguro leitura possível.
Sem remissão, sílabas claras
são lastro seguro.
O vislumbre de uma passagem
irrompe e versos surgem na tela,
buracos luminosos plenos
do sublime experimentado na carne,
do transcendente fogo dos deuses.
Pressinto o mistério da transmutação
de um instante extraordinário.
Estou cravada no mundo;
numa quietude geradora parto
das ruínas, sem milagres nas mãos;
lavrados em nenhuma escritura,
a força atenta e o valor guerreiro
fundados no sangue.


Sonia Regina
300413



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laboratório da palavra


O link leva para uma postagem de 10 anos atrás
[ http://br.groups.yahoo.com/group/laboratoriodapalavra/message/260 ] ,
do laboratório da palavra: um site a visitar e revisitar.

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Nam Myoho Renge Kyo - o mantra do sutra de lotus


O mantra é escrito em sânscrito e recitando NAM MYOHO RENGE KYO expressamos a realidade essencial da vida.

O Ser interno (estado de Buda) contém o universo em potência [microcosmo]. Contactando-o ao menos por um instante ficaremos unos com a unidade das coisas e estabeleceremos conexão com o cosmos universal [macrocosmo].

Em outras palavras, contactar a essência do Ser - revelando a natureza de Buda que existe em cada um de nós, no nosso interior - e conectá-la à lei cósmica.

É isso que propicia a realização dos desejos, a harmonia, a energia e o bem-estar depois da meditação ou da recitação do mantra.

Os 3 videos abaixo perfazem um total de 13 minutos, em ritmo crescente de velocidade e de dificuldade, portanto. Dão uma ideia boa da pronúncia e do ritmo do mantra Nam Myoho Renge Kyo.

No budismo dos seguidores de Nitiren Daishonin (Japão - 16 de fevereiro, 1222 - 13 de outubro, 1282) é recitado pela manhã e à noite, após serem feitos 2 pedidos. 

Esse mantra integra o sutra de lótus, um dos últimos ensinamentos deixados pelo fundador do budismo, o Buda Siddhartha Gautama (Índia - 563 AC - 483 AC)


O texto Mantra - O Som da Divindade, do qual colo fragmentos no final, pode ser lido na íntegra aqui
 


















" Mantra - O Som da Divindade

Os mantras são sons sagrados e dotados de grande força energética, que nos ajudam a entrar em estado de meditação e a realizar os nossos objetivos. Eles são em idioma sânscrito, a língua sagrada dos Hindus. Nos permitem atingir um estado de superconsciência e viver bem as nossas vidas, desfrutando de saúde, tranqüilidade e equilíbrio.

Para que funcionem bem, convém praticá-los com regularidade, diariamente, ou pelo menos em dias alternados. Segundo os Hindus, um mantra deve ser repetido 8 ou 108 vezes. 

Quanto melhor a pronúncia, melhor será a eficácia de cada um deles. 

Não precisamos ser adeptos do budismo ou de qualquer outro segmento religioso, para podermos entoar os mantras a seguir:
 

NAM MYOHO RENGE KYO

Nam significa “devotar-se”, “vincular-se”, “reconhecer” o essencial. Myoho, literalmente, significa “Lei Mística”. Myo traduz-se por “substância da verdade eterna”, difícil de compreender ou além da compreensão, portanto, místico. Ho traduz-se literalmente como “lei”. A junção de Myo e Ho resulta resumidamente em “Lei Mística”, que pode ser chamada também de lei da razão ou verdade oculta. Em outras palavras, a junção Nam-Myoho significa reconhecer o essencial, vincular e devotar a vida a essa verdade essencial.

A palavra Renge traduz-se por Lótus, daí a origem do título “Sutra de Lótus”. O lótus inclui-se no contexto com o significado de “simultaneidade de causa e efeito” por ser uma planta que produz flor e semente ao mesmo tempo e floresce em lugares sujos como os pântanos. Em sentido figurado, significa “existir” em meio à realidade, ou ainda, desprender-se da ilusão e enxergar a realidade essencial. Complementando-se o sentido de Nam-myoho-renge, temos “reconhecer e devotar-se à Lei Essencial de Causa e Efeito Simultâneos”.

A palavra Kyo significa “fenômeno vital universal” ou “continuidade sem fim em constante transformação”. Se assim juntarmos os significados, temos ao final: “reconheço e devoto minha vida à lei essencial da simultaneidade de causa e efeito em meio à eternidade da vida”.

Os ensinamentos budistas têm, genericamente, esse sentido prático expresso nessa tradução simplista de Nam-myoho-renge-kyo, embora na variedade de interpretações também sejam citados outros pontos como sendo essenciais.

É praticamente impossível descrever em poucas palavras esse poderoso mantra. Dessa forma, procurei acima, apenas destacar alguns de seus pontos básicos. NAM MYOHO RENGE KYO, representa a expressão da verdade máxima da vida, ou a realidade essencial da vida.

Mas, se você se dispuser a coloca-lo em prática no seu dia a dia, o sentirá em sua toda sua plenitude. Pegue pelo menos cinco minutos de cada um de seus dias e o recite em voz ao meio tom. Faça isso e irá sentir a energia pulsando em seu cardíaco. Recite-o por uma semana e veja o resultado em você. (...) "


[ leia na íntegra aqui ]



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águas curvas - sonia regina















percorro o meu céu e lavo a escuridão do vale
das sílabas.  sombras desgarradas mergulham
fundo no poço de letras, na ponta de uma corda
que construo com as flores, em dança noturna

à deriva, na geografia do coração, meu desejo
transcende, condensa e chove.  Escorre da beira
das águas curvas, em direção à habitação dócil
que o novo corpo ergueu

eu te desenho com o traço grosso do nível erótico
e numa estratégia da água da alma te deixo entrar.
liberta da muralha dos sentimentos, minha pele
abre-se em aves e voa, no oco do ar.

Dança o poema, no eclipse do meu estar,
até que as  mãos  toquem o chão. E sejam.
E agarrem a vida em forma de areia.

o vento rosa desliza e, nas meadas de gestos
e palavras, desembaraça fios de instabilidade
e fragilidade. O vulnerável faz rimas para ver
seu reflexo e, no cotidiano, faz eco.

De novo te deixo entrar, ó ser das sombras,
o que desobriga luz e trevas, movimenta-se
entre os elementos, pulsa, arde. 
És  ar, fogo, terra... e brotas d’água.

Percebo a que distância um nome deixa de doer:
é quando passo através do teu céu e teus pássaros
se perdem em meus olhos, num beijo sem oceano

é impossível não atender o chamado e percorrer,
mesmo em silêncio, esse teu caminhar que ondula
cansaços sem abrigo e me acompanha, nas marés

senhora das águas curvas, sou líquida, fluo, quero
“abrir ao máximo as minhas mãos finas para colher”
 [contigo]
“ o paraíso”[1]

sonia regina


"A terra ao longe multiplica-se em sorrisos imóveis, o céu envolve a vida: um novo astro do amor desponta em todos os horizontes, e eis que os últimos sinais da noite se desvanecem." Paul Eluard


_______________
[1] emily dickinson

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o eterno retorno - sonia regina


"Umas flores azuis nos meus olhos, porque eu estava feliz.
Tulipas e rosas também, porque a beleza é assim e tem cheiro."
Claudio Parreira




nas mãos do artista, sombras
abrem as portas da percepção
tramam a língua e a linguagem.
sentidos pousam na letra azul
e na aragem desenham pássaros

[a promessa do dia já arde]

o que fica, de Deus, no poema,
ou do lótus que rompe o lodo
e se abre, pétala rara?
o que fica no arrepio
do grito que a voz não cala,

se para a eternidade tudo segue?

Talvez,
o que estranhamente tinja o cenário.
uma viagem no insólito
a colher, da paisagem, o aroma
dia e noite, todo o tempo

ontem, hoje, ou amanhã - não há pressa.
o vento sopra em várias direções 
e íntegro retorna, eternamente ar,
como o mar [vaga que ao vento ondula]
avança e recua, maré.


sonia regina
310812

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sonia regina - das árvores e do mar



ouço embebida de ti os rumores do inverno.
como tu as árvores sabem ser, em mim,
um temor reverencial

força poética a me inventar
livre, insubordinada, selvagem
ficção íntima caída no papel.

na folha do caderno, num simulacro,
as palavras crescem.
em metamorfose,

instante após instante, celebram
em cada verso
mais que um símbolo

e perenes fazem-se sol,
a brincar de anoitecer.
fingem-se silêncio de pássaros

e deixam, às mãos
[que já não dormem],
no passeio pelo ritmo do dia

a canção de diversos eus.


sonia regina, das árvores e do mar
rio, 11.8.12



imagem: rolling waves through trees, by Art Surgery

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Santo Antonio

Não sou devota, mas adoro ouvir Bethânia interpretar 'Santo Antonio', música de J.Velloso (colo a letra abaixo do video).
No show e no CD 'Brasileirinho' Denise Stoklos declama este trecho de ´O poeta come amendoim´, de Mário de Andrade:


(...)
Brasil amado não porque seja a minha pátria,
Pátria é acaso de migrações e do pão-nosso onde Deus der...
Brasil que eu amo porque é o ritmo do meu braço aventuroso,
O gosto dos meus descansos,
O balanço das minhas cantigas amores e danças.
Brasil que eu sou porque é a minha expressão muito engraçada,
Porque é o meu sentimento pachorrento,
Porque é o meu jeito de ganhar dinheiro, de comer e de dormir.







Santo Antonio
música de J.Velloso cantada por M.Bethânia

Que seria de mim meu Deus
Sem a fé em Antônio
A luz desceu do céu
Clareando o encanto
Da espada espelhada em Deus
Viva viva meu santo
Saúde que foge
Volta por outro caminho
Amor que se perde
Nasce outro no ninho
Maldade que vem e vai
Vira flor na alegria
Trezena de junho
É tempo sagrado
Na minha Bahia
Antônio querido
Preciso do seu carinho
Se ando perdido
Mostre-me novo caminho
Nas tuas pegadas claras
Trilho o meu destino
Estou nos teus braços
Como se fosse
Deus menino

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